quarta-feira, 21 de outubro de 2009

De mudança dessa pocilga que é o Google. Este barraco está encerrado.

Aviso a todos meus leitores - estes 2 ou 3 que restaram - que desisti desta pocilga do Google que é o Blogspot, pelas diversas interferências, problemas e interface mediocramente ruim fornecidas no serviço, e pelas falhas diversas nos serviços Google que ocorrem deste ontem por algum motivo suspeito, e até agora tornaram os serviços mais lentos.

Comunicarei aqui a todos os interessados - novamente, os mesmos 2 ou 3 indivíduos - o novo endereço onde pretendo hospedar isto, caso eu consiga achar algo melhor. E lamento não poder ter escrito mais, justamente pelos problemas supracitados e comentados acima que acabam com a inspiração de qualquer um.

Desisto do Google. Está pior que a Microsoft, não tem mais mérito nem qualidade.

Citação intelectual de nível 'googlesco' em relação ao ocorrido: "Yo, Blogspot, I'm really happy for you and I'mma let you finish, but Wordpress is one of the best blog hosters of all time. OF ALL TIME!"

Sem mais no momento, encerro minha conta nesta pocilga.

sexta-feira, 25 de setembro de 2009

Retirando Teias de Aranha

E dando uma recauchutada no blog com o Mises Random Quote Generator, disponibilizado no site do instituto. Parece muito interessante, sempre quis um gerador de citações.

quinta-feira, 20 de agosto de 2009

Ora, ora! Notícia de última hora!

Acabei de ler que os símbolos religiosos não podem ser proibidos no laicismo do Estado.

Muito bom saber disso. Então, poderei exibir meus robôs japoneses na escrivaninha de uma repartição pública? Afinal, são como se fossem minha religião. Eu creio plenamente que o mundo acabará como contado em Evangelion, afinal de contas.

E, sério, bom que chegou-se a esta decisão, apesar do crucifixo ser medonhamente nauseante. Desde que os cristãos do Azevedo que parecem ter saído recentemente de uma cruzada não perturbem os outros fanáticos religiosos (inclusive os comunistas), e vice-versa, não há problema algum. Basta apenas poder colocar os kits dos robôs nas mesas, e tudo certo.

Valeu, Juíza Maria Lúcia! Você não deve ser uma dessas juízas por aí que anexam cartazes desse tipo:

http://s3.amazonaws.com/data.tumblr.com/kwOYwYTFhqb66wofzSLw5FWDo1_1280.jpg?AWSAccessKeyId=0RYTHV9YYQ4W5Q3HQMG2&Expires=1250884941&Signature=jl49icMt3szLEiwFxD80Jbf1iw0%3D

Um aviso de última hora

Andam comentando por aí, na esquerda-festiva e acéfala, o que os 'blogueiros de direita' achariam do Uribe tentar um terceiro mandato. Apenas porque criticamos essa atitude imbecil do Chavez, pensam que podem imputar suas próprias hipocrisias em mim.

Já deixo avisado previamente que sou CONTRA essa atitude do Uribe, entre outras. Não há argumento nenhum que possa justificar mais de uma reeleição sem cair em populismo barato. Então, podem ir tirando esse sorrisinho amarelo da cara. Eu não sou desonesto como os da 'esquerda', seja ela qual for.

Grato. Agora, vão pegar no pé de outro.

sábado, 15 de agosto de 2009

A Minha Imagem de Tua Imagem

Semana passada houve o comentário de Reinaldo Azevedo sobre a proibição de crucifixos em repartições públicas.

Até fiz um comentário no blog dele sobre o assunto mas ele o bloqueou, supostamente alegando “desrespeito” a esta imagem da Igreja Católica. Claro, é um direito pleno dele e não o critico por isto, enquanto seu blog não tiver financiamento perdulário do estatossauro orçamentívoro. E pouco me importa o bloqueio de meu comentário lá, de qualquer maneira. Farei-o aqui mesmo, só por poder fazê-lo e achar o assunto interessante.

Primeira e fundamentalmente, admitamos todos, que enorme e execrável mau gosto alguém teria em usar de uma imagem de um cadáver crucifixado em qualquer lugar, mais ainda em uma instituição pública? É algo que traz ojeriza a qualquer um que tenha um mínimo de bom senso. Um cadáver pendurado na parede é uma idéia que lembra aqueles contos grotescos de H.P. Lovecraft. Duvido que até mesmo Reinaldo Azevedo ache que um cadáver seja um símbolo “respeitável” a esse ponto. É algo que tende à insanidade. Reconheço existir gente insana que goste de ver cadáveres expostos em uma parede, como existem os que, sei lá, gostam de dirty sanchez, mas não quer dizer que deva-se praticar dirty sanchez na rua.

Segundamente, se Azevedo alega improcedente a proibição de cadáveres crucifixados nas paredes aos olhos de todas as pessoas, desta forma:

crucifixo

também deveriam ser permitidos nas mesmas paredes e locais diversos de exibição pública coisas como:

Estrela de Davi

File:Star of David.svg

Mezuzah

File:Mezzuzah1.jpg

Carranca do Rio São Francisco












Estátua de Buda

Maneki-Neko

File:Maneki Neko Bank.JPG

Suásticas

File:HinduSwastika.svg

e, claro, até mesmo símbolos comunistas de foice e martelo e estrela vermelha, por que não?

File:Communist star.svg

Aonde iria a 'liberdade de expressão' dos cristãos, tão alegada e defendida por Reinaldo Azevedo, a ponto de tolher a liberdade de expressão dos outros que admiram as idéias representadas por estes símbolos, que são muito menos grotescos e abomináveis na estética?

Quanto a mim, pessoalmente falando, eu sugeriria a exposição de model kits de robôs gigantes japoneses.

Ecchi Mecha

O que seria bem mais estético e menos agressivo ao bom senso do que cadáveres expostos em paredes, logicamente. Não sei se concordam, mas sei que ou deve haver uma liberação geral para qualquer símbolo religioso ou ideológico exposto em público, ou proíbem-se todos eles. Não faz sentido dizer que o cristianismo "atualmente não se impõe mais a ninguém" sem a devida reciprocidade. Aliás, os argumentos dos leitores autorizados pelo Azevedo demonstram o quão errado ele está também neste aspecto.

Favor melhorar mais os argumentos, Azevedo.

Desysty da reforma ortográfyca e de escrever Paraty

Paraty ou Parati?

Pouco ymporta, agora. Desysty de entender como se escreve 'Paraty'. A partyr de agora, declaro que será com 'y'. Assym como as formas ortográfycas cosmopolytas mays que corretas de 'Zimbabwe', 'España' e 'Nippon'.

sexta-feira, 14 de agosto de 2009

Entre homens e mulheres, unidade ou maniqueísmo?

Relativismos boçais, os de revistas e blogs 'femininos' que dizem diversos tipos de coisas frívolas assim e assado, isso e aquilo, apimentar a relação tal e tal fazendo tal e tal coisa, negociar isso e aquilo. Nego-me a isso.

Apesar de não achar vários assuntos tão ortodoxamente fundamentais assim pra que não sejam conversados e negociados, sempre existirão limites. Questões morais bem fundamentadas não são passíveis de negociação. Por exemplo, o famigerado 'fio terra', não há negociação no mundo que faça-me aceitar isto, em qualquer relação que seja. Esse é um dos dos limites morais que tem de ser impostos. A não ser que você prefira negociar um dedo no ânus na hora do coito só porque uma mulher pediu pra continuar teu relacionamento conjugal no ninho pombal happy-happy-joy-joy.

Assuntos determinados à parte, eu acho tudo isso besteira. Se a tua 'cara-metade' assim preferir, é melhor manter-se firme e deixar a louca sumir da vida. O que não se pode é deixar a mulher pensar que pode exigir de tudo. Começa com, sei lá, implicação dos teus hobbies como coleção de videogames, livros de Nelson Rodrigues, depois vem com este famigerado e maldito fio terra, no final ela começa a sugerir um consolo de 30 cm em ti onde o sol não bate.

Mas, se você aceita 'negociar' pra ser feliz, por mim tudo bem. É a tua vida como ela é (Nelson Rodrigues?). Não pode-se meter no meio de um casal, só o homem pode se meter no meio de uma mulher sua, e a mulher pode se meter no meio de um homem seu. E às vezes, dependendo da preferência sexual do indivíduo em questão, ele aceita que um homem se meta no meio de outro homem que seja seu e uma mulher se meta no meio de outra mulher que seja sua. Ou não, caso prefiram relacionamentos polígamos, dependendo das decisões interpessoais dos casais, quem sabe? Quanto a mim, por eu ser um pseudo-objetivista randiano, tenho nojo de tudo isso. Abomino homossexualismo! Eca!

Por fim, faz bem quem pensa desta forma. Seja maniqueísta, mesmo. Não seja gay.

http://s3.amazonaws.com/data.tumblr.com/kwOYwYTFhqv8k9h84rSzd3fwo1_1280.jpg?AWSAccessKeyId=0RYTHV9YYQ4W5Q3HQMG2&Expires=1250382694&Signature=AyERXDyHSUpNPPq0hXMPooSvD1g%3D

Figurinha simpática devidamente 'homenageada' do blog do LordASS. Visite-o, por favor. Ele merece.

terça-feira, 11 de agosto de 2009

Preto no Branco


Desisto de tentar mexer no design, não sou habilidoso o suficiente pra isto. Resolvi aproveitar esta deficiência e, assim como o Mr. A da figura acima, usar apenas preto e branco como layout de cores no blog. Creio que agradará a todos que não sejam tão nojentamente enjoados e mal acostumados.
Também admito que o impacto causado por esse contraste brutal entre as duas cores básicas agrada-me muito. Ficará assim mesmo.

sexta-feira, 7 de agosto de 2009

Mãe, que bicho engraçado.

É curioso mãe dizer que se preocupa com os filhos, se quer vê-los em uma latrina de esgoto imoral e imbecil.

É controverso mãe dizer que quer estabilidade na carreira pra um filho, dizendo pra fazer qualquer coisa com esse objetivo, como aceitar um emprego público concursado - e neste aspecto simplista, nada tenho contra - e porém, aceitar de bom grado me vender pra isso tão baixamente, sendo que eu poderia perder a tal 'Bolsa Marajá' de acordo com a conveniência política.

E é duro e imoral eu ter de ouvir, na cara, minha própria mãe dizer que Jorge Cordeiro; o marajá blogueiro oficial do Lula que ganha 8400 reais por mês pra fazer um blog inexistente, passar a vida no Twitter e blogs de blogueiros de oposição para ofender as mães destes, inclusive a minha; achar que este abjeto ser pusilânime está certo em ser marajá e eu não ganhar nada. Acho que não tenho mais mãe. :(

De qualquer forma, isso não vai ficar assim. Acessem a conta de paródia desse infeliz para, ao menos, rirmos de sua condição de imoralidade e ignorância. Sim, ignorância, porque se não o fosse, ao menos teria lido o livro "A Desobediência Civil", de Thoreau, e não o recomendaria, porque é totalmente contrário ao que ele faz e aos petralhas que ele obedece.

Portanto, façam a gentileza de acompanhar o blogueiro do Lula. Obrigado pela atenção.

Crônica de uma vida liberal na rede estadual de ensino público.

Um amigo meu me enviou este tipo de coisa, comparando alunos com gralhas:

Primeiro video comportamental de uma gralha.

Segundo video comportamental de uma gralha.



Caso não tenham diferenciado, os vídeos são sobre as gralhas e a foto refere-se aos alunos.

Achei um tanto injusta a comparação. Afinal, gralhas não sabem escrever, o que deixa alunos em grande vantagem demonstrativa de intelecto. Prefiro compará-los pela capacidade lógica.

Quando eu fazia 2º grau noturno em escola pública, as provas de matemática costumavam vir assim:

"Em a²+2*b+c=x , onde a = 2, b = 4 e c = 5, calcule o valor de x"

NINGUÉM na classe, exceto eu, conseguia resolver esta questão 'dificílima'. Então, todos faziam um movimento de classe (denota e conotativamente) contra o professor, reclamando da dificuldade altíssima da prova. E o pior que ele fazia, apontava-me como bom exemplo: "Mas ELE consegue fazer a prova, ué." e no que respondiam "Mas ELE? ELE é inteligente DEMAIS! Nem é mesmo HUMANO! Nem mesmo faz outra coisa que ESTUDAR!" e coisas do tipo.

Sinceridade? Depois dessa, me candidatei a dar aulas de reforço de matemática aos sábados. NINGUÉM apareceu.
Se vocês queriam saber porque sou extremamente individualista e rejeito coisas como comunismo pra "ajudar todo mundo", esse é um dos motivos de experiência pessoal que me fez pensar assim. Desculpem, mas não quero mais saber de ajudar todo mundo, irrestritamente. Essa é a verdade.

terça-feira, 4 de agosto de 2009

Menos seriedade, mais ironia

Eu só queria dizer pra vocês que, durante esse tempo todo sem digitar uma tecla pra este blog, eu experimentei com outros sistemas. O Blogspot não foi lá muito agradável, então fiquei a experimentar com diversos outros por aí. Nesse ínterim, achei o Tumblr, que foi uma grata surpresa. Apenas deixou a desejar para textos, mas foi ótimo para despejar fotos e outras quinquilharias menos nobres.

Portanto, acabei criando blogs pequenos lá, apenas para separar o que for mais sério do que não for. Se estiverem curiosos, adentrem por estes três links:

segunda-feira, 3 de agosto de 2009

Sobre estar certo

"O Kosher-X disse isso aí, e se ele disse isso mesmo, deve estar certo. Eu acredito nele." (Gravata)

Vejamos até onde eu consigo estar certo. Do you feel lucky, punk?

O Digital Devil Story está de volta, não importa o que aconteça ou quantos celerados mentais se incomodem com isso.

sábado, 15 de dezembro de 2007

Taxi Driver in Calcutta

Mainardi obcecado por uma música de um brinquedo do filho dele, no seu último podcast: "Eu e meu filho obcecados por um Fusca". Ouça aqui: http://veja.abril.com.br/idade/podcasts/mainardi/

Creio que o mistério da música foi resolvido por um grande amigo meu, que a descobriu:
http://br.youtube.com/watch?v=q6r1GrApjiM

sábado, 20 de outubro de 2007

Melhor notícia do dia.

Deixei o emprego do armênio (sim, o mesmo do post anterior, não era só o primo, a família inteira vem do povo que foi dizimado pelos turcos-otomanos).
Paga muito mal e ainda reclama de tudo, dando diversos escândalos por causa disso.

Música para ser ouvida apropriadamente nesta ocasião: Killing an Arab, por The Cure.

sábado, 13 de outubro de 2007

Djavan faz música contra a carga tributária

Por essa eu não esperava. Nunca imaginei o Djavan com uma música assim.
Só soube disso agora, ando atarefado demais nestes 2 últimos meses pra acompanhar as notícias, infelizmente.

Fiquem com a letra da música abaixo:


Imposto - Djavan

IPVA, IPTU
CPMF forever
É tanto imposto
Que eu já nem sei!...
ISS, ICMS
PIS e COFINS, pra nada...
Integração Social, aonde?
Só se for no carnaval
Eles nem tchum
Mas tu paga tudo
São eles os senhores da vez
Tu é comum, eles têm fundo
Pra acumular, com o respaldo da lei
Essa gente não quer nada
É praga sem precedente
Gente que só sabe fazer
Por si, por si
Tudo até parece claro
À luz do dia
Mas claro que é escuso
Não pense que é só isso
Ainda tem a farra do I.R.
Dinheiro demais!
Imposto a mais, desvio a mais
E o benefício é um horror
Estradas, hospitais, escolas
Tsunami a céu aberto,
Não está certo.
Pra quem vai tanto dinheiro?
Vai pro homem que recolhe
O imposto
Pois o homem que recolhe
O imposto
É o impostor

Ninguém merece

Ninguém merece isso.

Esses dias, eu à procura de um novo emprego, não consegui uma vaga na Cyrela.
Aliás, falando em Cyrela, cabe um adendo corrigindo algo que Janer Cristaldo escreveu há meses atrás: Cristaldo, a Cyrela não perde negócios nos sábados por ser uma empresa de um judeu ortodoxo que não trabalha nos sábados. Ela TERCEIRIZA as vendas pra outros que operam aos sábados e à noite até. Sei bem disso porque eu dei suporte técnico a esse setor por 1 dia, conheci o local ao vivo e em cores.
Não é à toa que dizem que judeus sabem ser bons comerciantes.

Voltando ao assunto: não fui aprovado no emprego. Pena. Gostei muito da empresa, apesar da gerente de TI lá ser uma das pessoas mais repugnantes que já vi na vida. E não fui o único a achar isso, pelo que ouvi de 3 funcionários da empresa. E como era essa mesma gerente quem avaliava a minha entrevista...

Enfim, depois disso, consegui uma vaga de emprego em outro lugar. Ainda não conheci todos lá, mas vi que o primo do chefe tem descendência armênia, ou seja, árabe.
O filho do imbecil entope regularmente o PC da família com joguinhos muito além da capacidade do mesmo, um Duron 1.8GHz com 512MB RAM e uma Geforce MX. Por exemplo, vi instalado F.E.A.R. lá.
Mas o pior mesmo são os vírus que o imbecil enfiou lá. 16 vírus e spywares. Tive que remover todos. E ainda o PC volta regularmente, voltou 3 vezes esta semana, alegando apresentar travamento, sendo que o idiota diz estar apressado e ter de levar o PC logo, não dando tempo de testar corretamente e depois retornar alegando travamento.

Durante esta odisséia informática de reparação inútil, tão qual o dono do PC - que, relembrando, é de descendência árabe, e agora vocês entenderão porque eu mencionei este fato anteriormente - vi nos atalhos dos favoritos do IE VÁRIOS LINKS DE VIDEOS DE SUPOSTAS AÇÕES DO HEZBOLLAH ATRAVÉS DO YOUTUBE!

Ninguém merece esse tipo de coisa. Ninguém!

Hipocrisia privatizatória

Agora não tem como dissimular, é público para que todos saibam. Além de ser o mais corrupto, o PT é o partido mais hipócrita que já existiu no Brasil.

Afinal de contas, o PT é contra ou a favor de privatizações de rodovias públicas?

O PT votou contra a prorrogação da CPMF em 1999, e hoje a defende como um imposto contra as elites.

O PT criticou as metas de superávit do governo FHC, para aumentá-las no governo Lula.

O PT votou fechado contra a contribuição dos inativos, para depois tentar aprovar a mesmíssima medida no governo Lula.

O PT votou fechado contra a reforma da previdência, para depois aprofundá-la.

O PT criticou o Armínio Fraga por ser um nome do mercado, para depois manter o Henrique Meirelles, que também veio do sistema bancário, para a presidência do Banco Central.

O PT votou fechado contra a Lei de Responsabilidade Fiscal, para depois cobrar o seu cumprimento pelos Estados no governo Lula.

O PT criticou os leilões das bacias petrolíferas no governo FHC, para promover quase uma dezena no governo Lula.

Afinal, qual a ideologia do PT?

E os seus militantes, o que defendem? São a favor ou contra as privatizações de rodovias públicas?

domingo, 16 de setembro de 2007

Quer registrar um domínio .cu?

http://www.nic.cu/tarifas.php

350 a 600 US dólares anuais. Pena. Daria pra fazer ótimos URLs com isso.

J.P. Coutinho, de volta

E continua insuperável. Que bom que voltou das férias, eu já estava angustiado de esperar as novas colunas.

Lá da Falha de São Paulo, como de costume, é a única coisa que presta por lá:


JOÃO PEREIRA COUTINHO

Me engana que eu gosto

É impressão minha ou a alegria do Brasil vem embalada numa tristeza de quem ri para não chorar?

ESPANTOSO: A revista "Vanity Fair" já publicou Dorothy Parker ou Robert Benchley. Hoje publica A.A. Gill, jornalista que visitou o Brasil para escrever um texto que dá pena. Diz Gill, com erudita sofisticação, que existem dois povos no mundo. Os que gostam de seios e os que gostam de bundas. Os americanos gostam de seios. Grandes. Enormes. Os brasileiros preferem as bundas. O filósofo Gill gosta de brasileiros, ou seja, gosta de bundas. E oferece um ensaio onde está o supremo clichê sobre o Brasil: apesar do crime, das favelas, da corrupção política e do fosso miserável entre ricos e pobres, o Brasil é só alegria. O Brasil é só bundas.
Será? Uns meses atrás, em Lisboa, comentei o fato com uma atriz brasileira que conhece por dentro as manifestações de alegria que o Brasil oferece ao mundo. E perguntei: era impressão minha ou a alegria do Brasil vinha sempre embalada numa tristeza funda -a tristeza própria de quem ri para não chorar?
Ela gostou da pergunta e contou uma história a respeito: a história de como os cariocas transbordam de agrado para as câmeras durante o Carnaval, mas regressam à melancolia sincera quando as câmeras se apagam. Questão de segundos. Ela própria presenciara o fenômeno repetidas vezes numa única noite: o sorriso, o festejo automático, a vibração do corpo perante as lentes; e, quando as lentes se afastam, o desânimo progressivo, o desencanto e finalmente a solidão. A imagem é perfeita como comentário de outra imagem: a imagem que os brasileiros constroem de si próprios para iludir a realidade em volta.
É um problema de estima. De "auto-estima", a palavra fatal que acabou por substituir outra. "Auto-respeito." Não são a mesma coisa. Montaigne explica. A estima pressupõe o olhar dos outros sobre nós. O respeito pressupõe o olhar de nós sobre nós próprios. A auto-estima depende da opinião alheia. O auto-respeito depende da opinião pessoal: de aceitarmos o que somos sem a obrigação tirânica de sermos o que os outros esperam que sejamos. Para Montaigne, é o auto-respeito que permite uma felicidade serena, ou possível. A auto-estima, porque dependente de terceiros, é volátil como o vento. E gera uma insatisfação voraz que transforma qualquer ser humano num escravo.
Os brasileiros vivem para os outros, não para si próprios. E a constante preocupação com a imagem - uma imagem radiosa, perfeita e feliz- é apenas a expressão mais visível dessa escravidão: com menos rugas; mais seios; mais bunda; melhor nariz; e com a máscara jubilosa de quem passa pela vida a sambar, talvez a realidade seja sublimada, ou apagada. E talvez a tristeza não venha quando as câmeras se apagam.
Mas a tristeza vem quando as câmeras se apagam. Porque ela sempre esteve lá. E a realidade permanece intocada pelo som efusivo do pandeiro: crime, favelas, corrupção política, o fosso miserável entre ricos e pobres. E a obrigação pessoal, e crescente, e permanente, de sorrir para as câmeras. De sorrir para os outros.
Até quando, Brasil? Até quando negarás que não existe coisa mais triste do que a alegria do teu povo?

A Petrobrás é "do povo"

http://jogos.uol.com.br/ultnot/multi/2007/09/14/ult530u5359.jhtm

"Nas apresentações em São Paulo e Rio de Janeiro, quem toca é a Orquestra Petrobras Sinfônica"

Não é à toa que as privatizações são nocivas ao país, as estatais é que são boas pro povo brasileiro. A Petrobrás pertence ao povo brasileiro, e populariza a cultura da música para as massas mais pobres através de concertos a "preços populares":

Segue abaixo os "Preços populares do concerto":

São Paulo

16 de setembro, às 20h
Via Funchal (www.viafunchal.com.br)

Preços:

Platéia VIP - R$180
Platéia 1 - R$150
Platéia 2 - R$110
Platéia 3 - R$80
Platéia Lateral - R$50
Mezanino Central - R$100
Mezanino Lateral - R$100
Camarote - R$140

Rio de Janeiro

23 de setembro, às 19h30
Citibank Hall (www.citibankhall.com.br)

Preços:

Camarote - R$200
Mesa Especial - R$140
Mesa palco - R$160
Mesa Vip - R$200
Pista - R$80
Poltrona - R$140

Totalmente populares, qualquer assalariado pé-rapado pode assistir.
Agora, chega de sarcasmo por hoje. Privatizem logo essa desgraça de Petrobrás. Pra ontem.

E quanto do BNDES pela Lei Rouanet será que esse concerto tira?